14/Mar/2023
O dólar fechou esta segunda-feira (13/03) novamente em alta ante o Real, dando continuidade ao movimento de aversão ao risco disparado na sexta-feira (10/03), com investidores no Brasil em busca da proteção da moeda norte-americana, enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) atua para segurar a crise de crédito nos Estados Unidos. No fim de semana, o Fed anunciou um novo mecanismo de empréstimo para dar liquidez aos bancos, na esteira da falência do SVB Financial Group, instituição financeira focada em startups.
Nesta segunda-feira (13/03), foi a vez dos reguladores norte-americanos fecharem o Signature Bank, com sede em Nova York. Neste cenário, moedas como o Real brasileiro, o peso mexicano e o peso chileno foram penalizadas, com participantes do mercado indo em busca da segurança do dólar. O dólar fechou a R$ 5,26, em alta de 1,16%. As chances precificadas no mercado de um relaxamento monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) até o final deste ano dispararam, em meio às repercussões da quebra de Silicon Valley Bank e Signature Bank, que acende temores por uma crise bancária nos Estados Unidos.
A probabilidade de que os juros básicos do Fed cheguem a dezembro abaixo do nível atual (de 4,50% a 4,75%) atingiu 94,3% (por volta das 12h34 de Brasília). No horário, a ferramenta apontava 28,2% de possibilidade de que a taxa caía ao intervalo de 4,00% a 4,25%, de apenas 3,5% de chance na última sexta-feira (10/03). A precificação de que volte a faixa 3,75% a 4,00% saltou de 0,2% a 28,2%. Já a de que recue ao patamar de 3,50% a 3,75% passou de 0% a 16,25%. Fonte: Reuters e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.