24/Mai/2022
De acordo com relatório com a avaliação de 47 economistas-chefes de bancos e empresas de vários países divulgado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, a América Latina é a região do mundo onde as expectativas de inflação são as mais altas para este ano. Para 41% dos participantes, a expectativa de inflação é "muito alta" para o restante de 2022, acima de 38% dos Estados Unidos e 17% na Europa. De acordo com a visão dos participantes da pesquisa, o cenário de inflação em 2022 permanece o mais duro na América Latina e nos Estados Unidos. Quando se inclui na pesquisa as perspectivas de inflação "alta" e "muito alta", as três regiões seguem dominando.
Para os Estados Unidos, o percentual chega a 96%, seguindo por Europa (92%) e América Latina (86%). Para as regiões da Ásia, as expectativas de inflação são mais moderadas. Para o Leste Asiático e pacífico, por exemplo, só 4% têm expectativa "muito alta" para a inflação. A guerra na Ucrânia, a continuidade do crescimento de novas infecções por variantes de covid e os choques associados nas cadeiras de suprimento estão tendo impacto nas expectativas de inflação. O efeito da guerra da Ucrânia, prestes a completar três meses, acabou intensificando os aumentos dos preços no mundo, aponta o relatório, citando o petróleo e gás como os mais afetados este ano. Contudo, o documento alerta que o impacto nos preços dos alimentos pode ser afetado por mais tempo.
Em um ambiente de inflação mais alta no mundo, o grupo de economistas espera crescimento mais moderado para as economias, incluindo os Estados Unidos, China e América Latina. O Produto Interno Bruto (PIB) desta última região deve crescer 2,5% este ano, destaca o documento, citando previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para a Europa, afetada pela guerra da Ucrânia, a previsão para 58% dos participantes é de PIB "fraco" em 2022. Sobre o impacto das sanções impostas pelo Ocidente à Rússia, a maioria dos participantes da pesquisa (87%) espera impacto "forte" ou "muito forte" no PIB russo este ano. Para 83%, haverá efeitos mais duradouros, com uma redução no crescimento russo de longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.