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O mercado físico do boi gordo permanece sem variação. Em São Paulo, a cotação é de R$ 150,50 por arroba à vista e de R$ 151,50 por arroba a prazo. O mercado de carne bovina opera com disparidade entre os preços no atacado e no varejo. Depois de um fim de ano com vendas acima das expectativas, a demanda interna se enfraqueceu e as cotações da proteína recuaram entre os atacadistas. A baixa, no entanto, ainda não beneficiou o consumidor final, pois os valores dos cortes estão em alta nos açougues e supermercados. Na indústria, a estabilidade da arroba e a retração no atacado pressiona as margens. Em São Paulo, no atacado, o preço médio do traseiro bovino é de R$ 1.609,74 por tonelada.
No varejo, o valor acumulado alta nos últimos sete dias, a R$ 2.485,59 por tonelada. Quanto aos cortes no atacado, o contrafilé registra queda de 1,84% nos últimos sete dias, para R$ 23,10 por Kg. Em 30 dias, a baixa é de 0,32%. O filé mignon com cordão apresenta queda de 1,67% nos últimos sete dias e de 1,79% em um mês, para R$ 32,54 por Kg. Sazonalmente, a população fica descapitalizada em janeiro por causa das dívidas contraídas em dezembro e, também, devido a outras obrigações como o pagamento de impostos. Como reflexo da maior dificuldade de vender carne, a margem de comercialização da indústria recuou 2% na comparação mensal e está em 20,4%, a menor desde meados de outubro do ano passado, embora próxima da média histórica.
Ainda em São Paulo, no varejo, os preços da carne bovina estão em alta pela terceira semana consecutiva. O corte de contrafilé registra incremento de 2,6% na variação mensal, a R$ 34,27 por Kg. Na mesma linha, o filé mignon apresenta avanço de 0,5%, para R$ 45,80 por Kg. Comprando mais barato no atacado e aumentando o preço para o consumidor, a margem dos açougues e supermercados continua ganhando fôlego e trabalha ao redor de 54%, quase 7% acima do observado ao fim de 2018. Porém, a expectativa é de reversão neste cenário causada pela diminuição do poder de compra do consumidor até o final do mês.