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03/Jun/2026

UE reduz importações de produtos agroalimentares

Segundo dados da Comissão Europeia com base no sistema estatístico Eurostat Comext, a balança comercial de produtos agroalimentares da União Europeia registrou superávit de 4,4 bilhões de euros em fevereiro de 2026, alta de 43% em relação ao mês anterior. O resultado retornou a níveis próximos aos observados um ano antes e foi sustentado principalmente pela redução das importações e pela queda nos preços internacionais do cacau. No período, as exportações do bloco somaram 18,8 bilhões de euros, com avanço de 6% na comparação mensal, mas recuo de 4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, as vendas externas atingiram 36,5 bilhões de euros, queda de 5% frente ao mesmo intervalo de 2025, influenciadas pela redução dos embarques de derivados de cacau e carne suína.

Entre os principais destinos das exportações europeias, o Reino Unido permaneceu na liderança, com movimentação de 8,41 bilhões de euros, recuo de 4%. As vendas para os Estados Unidos registraram queda de 20% no bimestre, para 3,99 bilhões de euros, após um período de antecipação de compras em 2025, associado à formação de estoques diante de expectativas de novas tarifas. Pelo lado das importações, a União Europeia adquiriu 14,5 bilhões de euros em produtos agroalimentares em fevereiro, recuo de 1% ante janeiro e queda de 5% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do bimestre, as importações somaram 29,1 bilhões de euros, retração de 7%, influenciadas pela menor entrada de cereais originários da Ucrânia, com queda de 19%, e de soja em grão dos Estados Unidos, recuo de 11%.

Na direção oposta, o Brasil ampliou suas exportações agroalimentares para o bloco europeu, com crescimento de 3% no primeiro bimestre, totalizando 2,54 bilhões de euros. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos embarques de carne bovina, com avanço de 54 milhões de euros, em um contexto de oferta restrita de gado na Europa e preços elevados da proteína no mercado interno. Outro destaque foi o Vietnã, que ampliou suas vendas em 31%, sustentadas pelo aumento de 82% no volume de café exportado ao bloco europeu. O cenário evidencia recomposição do saldo comercial agroalimentar da União Europeia, apoiado por ajuste de importações e volatilidade nos fluxos comerciais internacionais de commodities agrícolas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.