02/Jun/2026
INFLAÇÃO
A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,04% para 5,09%. Trata-se da 12ª elevação consecutiva das estimativas para o próximo ano, ampliando a distância em relação ao teto do intervalo de tolerância da meta de inflação, fixado em 4,50%. O movimento ocorre em meio ao aumento das incertezas no cenário internacional, especialmente em razão da escalada dos conflitos no Oriente Médio, que contribuíram para a elevação das cotações do petróleo e reforçaram as preocupações com pressões inflacionárias globais. Para 2027, a projeção subiu de 4,01% para 4,02%, registrando a segunda alta consecutiva. Há um mês, a expectativa era de 4,00%. As projeções para os anos seguintes apresentam estabilidade relativa.
A estimativa para a inflação de 2028 avançou de 3,65% para 3,66%, enquanto a expectativa para 2029 permanece em 3,50% pela 39ª semana consecutiva. Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a operar de forma contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta permanece em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo. Dessa forma, a inflação deve permanecer entre 1,5% e 4,5%. Caso o índice fique fora desse intervalo durante seis meses consecutivos, considera-se que a meta não foi cumprida pelo Banco Central. No curto prazo, o IPCA deve acumular alta de 1,06% de maio a julho deste ano. A projeção para maio subiu de 0,46% para 0,47%. A estimativa para junho seguiu em 0,31%. Para julho, subiu de 0,26% para 0,28%. Há um mês, eram de 0,39%, 0,30% e 0,25%, respectivamente.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 avançou de 1,89% para 1,90%. Há um mês, a expectativa para a expansão da economia no próximo ano era de 1,85%. Para 2027, a estimativa permanece em 1,70%, repetindo o resultado da semana anterior. Um mês antes, a expectativa era de crescimento de 1,75%. Para 2028, a expectativa de crescimento segue em 2,00% pela 116ª semana consecutiva. Para 2029, a previsão permanece em 2,00%, mantendo estabilidade pela 63ª semana seguida. Os números indicam uma expectativa de expansão moderada da atividade econômica nos próximos anos, em um cenário ainda marcado pelos efeitos das condições monetárias restritivas, pelo comportamento da inflação e pelas incertezas relacionadas ao ambiente econômico internacional.
JUROS
A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 permanece em 13,25%. É a segunda semana consecutiva de estabilidade da estimativa. Há um mês, a projeção para os juros básicos no encerramento do próximo ano era de 13,00%. As expectativas do mercado seguem sendo ajustadas em meio ao aumento das incertezas internacionais, especialmente em função dos conflitos no Oriente Médio e dos reflexos sobre os preços globais do petróleo. Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 11,25% pela terceira semana consecutiva. Um mês antes, a projeção era de 11,00%. As projeções de longo prazo permanecem inalteradas. A projeção para a Selic ao final de 2028 se mantém em 10,00% pela 19ª semana consecutiva. Para 2029, a expectativa também permanece em 10,00%, repetindo o mesmo patamar pela quarta semana seguida.
DÓLAR
A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 recuou de R$ 5,17 para R$ 5,16. Há um mês, a expectativa para a moeda norte-americana era de R$ 5,25, indicando melhora gradual das perspectivas cambiais para o período. Para 2027, a projeção apresenta leve redução, passando de R$ 5,26 para R$ 5,25. Um mês antes, a projeção era de R$ 5,30. As estimativas de prazo mais longo permanecem relativamente estáveis. Para o final de 2028, a projeção segue em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,39 observados há um mês. Para 2029, a expectativa permanece em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.