02/Jun/2026
A Copa do Mundo de Futebol masculino de 2026 deverá movimentar R$ 4,32 bilhões no comércio varejista brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso a estimativa se confirme, o faturamento representará crescimento real de 6,5% em relação à edição anterior do torneio, realizada em 2022. O desempenho esperado é atribuído ao fortalecimento do mercado de trabalho e ao ambiente de inflação mais moderada, fatores que tendem a sustentar o consumo das famílias. Por outro lado, o custo elevado do crédito continua limitando a aquisição de bens duráveis, especialmente televisores, tradicionalmente beneficiados pelo aumento da demanda em anos de Copa do Mundo. O consumo deverá se concentrar principalmente em produtos de uso imediato, como alimentos, bebidas e itens de menor valor agregado, enquanto segmentos dependentes de financiamento permanecem enfrentando maior resistência dos consumidores.
Os hipermercados e supermercados deverão liderar o faturamento relacionado ao evento esportivo, com vendas estimadas em R$ 3,97 bilhões, concentrando quase 70% da movimentação prevista. O segmento de vestuário e acessórios aparece na sequência, com expectativa de faturamento de R$ 803,7 milhões. As vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, categoria que inclui lojas especializadas e eletroeletrônicos de menor porte, devem alcançar R$ 262,6 milhões. O segmento de informática e comunicação tem previsão de movimentar R$ 198,5 milhões, enquanto móveis e eletrodomésticos devem registrar faturamento de R$ 80,2 milhões. A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, com início previsto para 11 de junho, ampliando a expectativa de aquecimento do consumo em diversos segmentos do varejo brasileiro. Levantamento da CNC baseado em dados do Google Trends aponta que as buscas por Smart TVs em lojas on-line cresceram 8,4% em maio na comparação com o mês anterior.
Apesar da recuperação, o interesse permanece 15,6% abaixo do registrado no período que antecedeu a Copa do Mundo de 2022, além de permanecer inferior aos níveis observados antes dos Mundiais de 2014 e 2018. O preço médio dos televisores acumulou queda de 18,9% entre a Copa de 2022 e a edição de 2026, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15). Mesmo com o recuo dos preços, o cenário de crédito mais restritivo tem limitado a renovação dos aparelhos pelas famílias brasileiras. A perspectiva para o varejo é de crescimento moderado, sustentado principalmente pelo consumo de bens essenciais e produtos relacionados ao acompanhamento dos jogos, enquanto os segmentos dependentes de financiamento tendem a apresentar expansão mais contida. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.