29/May/2026
O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (28/05) em queda frente ao Real, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior em meio à redução dos prêmios de risco geopolítico e à divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado. O dólar fechou em baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,03, após mínima de R$ 5,02 e máxima de R$ 5,07 ao longo da sessão. O movimento ocorreu em meio ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, que reduziram temporariamente a aversão global ao risco. Informações divulgadas pela Axios apontaram para um memorando de entendimento de 60 dias entre os países, prevendo a extensão do cessar-fogo, o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura irrestrita do Estreito de Ormuz. A melhora do ambiente externo favoreceu moedas emergentes, com destaque para o Real, que recuperou parte das perdas recentes observadas após o aumento das incertezas políticas domésticas.
A manutenção dos preços internacionais do petróleo em patamares elevados também contribuiu para o desempenho da moeda brasileira, fortalecendo os termos de troca do Brasil. O contrato do petróleo Brent para agosto avançou 0,49%, encerrando a US$ 92,70 por barril. O mercado acompanhou oscilações ao longo do dia diante de notícias sobre ataques e posteriores avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,20% no fim da tarde, próximo de 99,00 pontos, após mínima em 98,945 pontos. Apesar da queda diária, o indicador acumula valorização de 1,60% em maio. Os Treasuries apresentaram leve queda nas taxas, principalmente nos vencimentos mais longos, após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos. O indicador, considerado a principal referência de inflação do Federal Reserve, veio ligeiramente abaixo das expectativas, embora permaneça próximo de 3% em termos anuais, acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.
Dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantiveram discurso cauteloso sobre a política monetária. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, avaliou que a política monetária segue moderadamente restritiva e adequada para enfrentar pressões inflacionárias relacionadas à energia. O presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, indicou que a possibilidade de nova elevação de juros nos Estados Unidos permanece aberta. Ferramenta de monitoramento do CME Group segue indicando divisão entre os agentes de mercado sobre o momento mais provável para eventual alta adicional dos juros norte-americanos, concentrando expectativas entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. No acumulado de maio, o dólar registra valorização de 1,60% frente ao Real, após recuo de 4,36% em abril. Em 2026, a moeda norte-americana acumula queda de 8,33% ante a divisa brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.