29/May/2026
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa queda ante os 6,1% registrados no trimestre encerrado em março e frente aos 6,6% observados no mesmo período de 2025. O índice ficou no piso das estimativas do mercado, cuja mediana era de 5,9%, e marcou o menor nível para trimestres encerrados em abril em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A população desocupada somou 6,322 milhões de pessoas no trimestre até abril, aumento de 471 mil em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Na comparação anual, porém, houve redução de 809 mil desempregados. Já a população ocupada atingiu 102,333 milhões de pessoas, com recuo de 338 mil vagas no trimestre, mas aumento de 1,073 milhão de trabalhadores em relação ao mesmo período do ano passado.
O nível de ocupação ficou em 58,4% da população em idade de trabalhar, abaixo dos 58,7% observados no trimestre encerrado em janeiro, mas acima dos 58,2% registrados um ano antes. A população inativa somou 108,655 milhões de pessoas, alta de 133 mil no trimestre e de 264 mil em um ano. A renda média real habitual do trabalhador alcançou R$ 3.732 no trimestre encerrado em abril, avanço de 0,3% frente ao trimestre encerrado em janeiro e alta de 5,3% na comparação anual. O valor representa o segundo maior patamar da série histórica, abaixo apenas dos R$ 3.750 registrados no trimestre encerrado em março. Em termos nominais, sem desconto da inflação, a renda média cresceu 2,2% no trimestre e 9,6% em um ano. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 377 bilhões, alta de 6,5% ante igual período de 2025, equivalente a um acréscimo de R$ 22,901 bilhões em circulação na economia. Na comparação trimestral, o indicador permaneceu praticamente estável, com redução de R$ 75 milhões. O contingente de trabalhadores informais ficou em 38,118 milhões de pessoas no trimestre até abril, o equivalente a uma taxa de informalidade de 37,2%.
Houve redução de 407 mil trabalhadores informais na comparação trimestral. O número de pessoas em situação de desalento caiu para 2,564 milhões, redução de 103 mil em relação ao trimestre encerrado em janeiro e de 464 mil ante o mesmo período do ano anterior. A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas recuou para 4,1%, com 4,243 milhões de pessoas nessa condição, redução de 246 mil no trimestre e de 336 mil em um ano. A taxa composta de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8% no trimestre até abril, abaixo dos 15,4% registrados um ano antes. O total de pessoas subutilizadas foi de 15,685 milhões, praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas com queda de 1,966 milhão na comparação anual. No mercado formal, o total de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,289 milhões de trabalhadores, com abertura de 62 mil vagas no trimestre e de 436 mil postos em um ano. O contingente de trabalhadores sem carteira assinada ficou em 13,276 milhões, redução de 152 mil no trimestre e aumento de 122 mil em relação ao mesmo período de 2025.
O número de trabalhadores por conta própria caiu 162 mil no trimestre, para 26,025 milhões de pessoas, mas apresentou alta de 580 mil em um ano. O setor público ampliou o contingente ocupado em 82 mil pessoas no trimestre e em 422 mil na comparação anual, alcançando 12,884 milhões de trabalhadores. Entre os segmentos econômicos, seis das dez atividades pesquisadas registraram redução de ocupação no trimestre encerrado em abril, com destaque para comércio, outros serviços, construção civil e serviços domésticos. Houve geração de postos de trabalho em transporte, alojamento e alimentação, agricultura e administração pública. Na avaliação do Bradesco, a estabilidade da população ocupada e a redução da taxa de participação no mercado de trabalho indicam possibilidade de desaceleração do consumo doméstico nos próximos meses, apesar dos estímulos de crédito em circulação. O banco projeta desaceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a partir do segundo trimestre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.